domingo, maio 28, 2006

Velhos tempos

- Amaaando!
- Opa...
- Tudo bem? Não tá lembrada de mim?
- Humm...
- Fernanda*, do colégio.
- Ahhh Fernanda, poxa, quanto tempo, hein?
- Pois é, acho que faz uns 10 anos né
- E aí, como você está?
- Estou ótima, e você?
- Estou bem. Você está tão diferente. Quase que eu não lhe reconheço.
- Pois é, mudei um pouco. Estou com uns quilinhos a mais.
- Acontece, todo mundo muda com o tempo.

A Fernanda foi o meu grande amor durante os anos do colégio. Ela tinha um rostinho de bebê, cabelos pretos longos e um corpinho escultural. Mas agora estava irreconhecível: pele estragada, cabelos loiros pintados com água oxigenada e com muuuitos quilinhos a mais.

É claro que não pude perder a oportunidade de aproveitar a má fase dela para realizar o meu antigo desejo colegial.

Na nossa conversa pós-coital, confessei:

- Você sabia que eu sempre tive o maior tesão por você?
- Sério?
- Era. Eu sempre ia lá na piscina do colégio só para te ver. Até hoje me lembro daquele seu maiô azul marinho e aquela toquinha.
- Piscina?
- É, nos treinos do time de natação
- Do que você está falando?
- O time de natação que você...
- Eu nunca participei de nenhum time de natação, Amando. Eu mal sei nadar.
- Peraí.. você não é a Fernanda que estudou comigo na 8a série?
- Está louco, Amando?

Poxa vida, transei com a pessoa errada!

* nome fictício

domingo, maio 21, 2006

Feliz aniversário

Nós já tínhamos transado algumas vezes, Felícia era uma das minhas parceiras fixas. Mas ela já estava atingindo o seu limite de repetições permitido.

Até que certo dia ela me mandou uma mensagem diferente: “Tenho uma surpresa que você vai gostar”.

Fiquei curioso e liguei de volta.

- Tem uma amiga minha que morre de vontade de fazer amor com um casal. Só que ela tem algumas regrinhas.
- Quais seriam?
Bem, é que ela quer que seja com um casal de verdade, que tenha um relacionamento...
- Podemos fingir que somos namorados
- ... e que seja numa data especial para o casal
- Faz de conta que é o meu aniversário

Combinamos tudo e no dia marcado a amiga chegou pontualmente no motel marcado. Começamos a conversar naturalmente, como se nada estivesse para acontecer. Mas depois de algumas doses de whisky começaram os trabalhos.

- Que tal a gente cantar parabéns para ele?
- Ótima idéia, amiga! Deixa só eu mudar de posição para eu puder bater palmas
- Parabéns pra você, nesta data querida....

A noite foi ótima.
Mas depois que a amiga foi embora, acabamos o namoro. Bem no dia do meu aniversário.

domingo, maio 14, 2006

Genitoras

Quantas mulheres grávidas imaginam serem abordadas por um cara em pleno supermercado?

Vi uma gestante linda e não resisti. Ajudei ela com as compras e ofereci carona. Acabamos chegando numa conversa íntima. Ela me revelou que estava carente porque o marido não queria tocá-la pois ela já estava com 6 meses de gravidez. Daí em diante, foi fácil.

Realmente a Isabelle estava carente. Acho que a sua última vez devia ter sido na concepção da criança. Pena que eu tive que manter uma única posição: em pé, de costas. E ela ficava sempre me pedindo para ter cuidado. Mas foi muito bom.

Espero que o pequeno Silas* tenha nascido saudável.
Feliz dia das mães!

* nome fictício

domingo, maio 07, 2006

Reconciliação

Joana estava bastante carente. Tinha acabado o noivado há pouco mais de 1 semana.

Estávamos fazendo amor. Ela estava em cima de mim, éramos um só. E de repente o seu celular tocou. Ela não pretendia atender, mas quando viu “Número não identificado” resolveu ver o que era.

Ela atendeu. Não falou nada. Apenas ouviu por uns 30 segundos, e desligou.

- Desculpe minha curiosidade, Joana, mas que ligação foi essa?
- Foi uma mensagem fonada do meu ex-noivo. Muita linda, inclusive.
- E você não vai ligar para agradecer?
- Não sei se devo ligar.
- Acho que você deveria

- Oi, recebi sua mensagem, adorei... Pois é, também tenho muita saudade de você, penso muito na gente... Você também é o homem da minha vida... Também quero dar mais uma chance para nós...

Ela desligou, saiu de cima de mim e deixei ela em casa.

Fiquei muito feliz em ter ajudado a reatar o relacionamento.

domingo, abril 30, 2006

Lembranças

No caminho
- A gente está indo para onde?
- É um lugar seguro onde a gente fica no carro exatamente como a gente estava lá. Prometo que você não vai nem descer do carro.

Na rua
- Hum.. esse lugar aqui não me é estranho
- Já está chegando, é logo ali na frente

Na porta
- Ei, peraí. Eu já vim aqui
- É, isso é um drive-in. Muita gente vem aqui
- Não, eu já vim aqui com você
- Foi?
- Foi, há uns 4 ou 5 anos eu acho.
- Sério?
- É. E a gente já transou.
- Certeza?
- Certeza. A gente se conheceu na praia, como hoje. Aí ficou parado com o carro um tempo lá na frente da praia. E aí você começou a dizer que era perigoso lá. Então saímos, você disse que iríamos para um lugar seguro, me prometeu que eu não iria nem descer do carro. Então viemos cá. Era só para conversar mas acabamos transamos.
- É, parece que foi mesmo. OK, então, vou te deixar de volta lá na praia.

domingo, abril 23, 2006

Isso é fato!

Logo na nossa primeira vez, ela me solicitou para fazer amor anal. Nunca me interessei por este tipo de amor. Minha política quanto a isso sempre foi “Não faça com os outros o que você não quer que façam com você”. Mas, como ela estava pedindo muito, resolvi abrir uma exceção.

Depois do ato, conclui que esta prática realmente não é do meu agrado. Entretanto, confesso que o insistente pedido dela me deixou muito excitado. E que, depois da consumação, me senti um tanto quanto poderoso e fiquei feliz com o acontecido.

Não há dúvidas: o fato é melhor do que o ato.

domingo, abril 16, 2006

Oh dúvida cruel

Chamei ela mas ela não respondeu. Insisti e nada. Até que toquei nela e aí então ela parou. Fiz uma pergunta mas ela não respondeu. Fez sinal que era surda. Gesticulei perguntando como eu poderia contactá-la e ela anotou um número de celular para mim.

Liguei durante a semana. Uma amiga atendeu e marcamos para sair.

Enfim tirei minha dúvida. Elas gemem.

domingo, abril 02, 2006

De mudança

Ela tinha acabado de se mudar pra cá mas o noivo ainda não tinha vindo. Estava para começar uma faculdade para ajudar o futuro marido no comércio que ele queria montar. Parecia que o projeto do casamento era algo bastante importante para ela.

Na nossa conversa pós-coital perguntei:

- Então você está realmente decidida a casar?
- Estou sim, já está tudo marcado.
- E gosta realmente dele?
- Muito. Estou muito feliz ao lado dele. É uma pessoa muito especial para mim. Ele me completa, sabe. Acho que nós fomos realmente feitos um para o outro.

Achei ela sincera.

domingo, março 26, 2006

Não faço questão

No meio do ato, de repente, ela gritou:

- Vai, Erick!

Não faço muita questão que fale meu nome certo, mas desta vez resolvi corrigi-la.

- Licença, mas meu nome não é Erick
- Eu sei, Amando, é porque Erick é o nome do meu marido. E eu amo tanto ele.
- Ah ok. Posso chamá-la de Fernanda?
- Está louco? Não quero fazer amor com um homem que está pensando em outra.

Mulher de princípios.

domingo, março 19, 2006

Mensagem dorsal

Ela estava numa posição onde os joelhos e as mãos ficam apoiados no chão. Então vi que no final do seu dorso havia uma tatuagem onde dizia: “Pedro”.

- Pedro é o seu marido?
- Não, é o meu filho.
- Qual a idade dele?
- 4 anos. É um menino muito danado... Sabe de uma coisa? Acho que ele merece umas palmadas. Quer bater? Bate, vai

Exemplo de mãe. Apanha em nome do filho.

domingo, março 12, 2006

Confessionário

Na nossa conversa pós-coital, a Solange estava me contando que há 2 semanas atrás a sua melhor amiga apareceu na sua casa aos prantos para confessar que também estava traindo o marido. Desse dia em diante, Solange me revelou que o seu casamento começou a desmoronar.

- Peraí... não vai me dizer que o tal amante da sua melhor amiga era o seu marido?
- Não, não foi isso. O problema foi que enquanto ela choramingava nos meus braços contando os detalhes da sua traição, eu morria de inveja das loucuras sexuais que ela fazia com o amante.

O ciúme das mulheres como sempre destruindo os casamentos.